Minicursos e Oficinas

 

PROGRAMAÇÃO DAS OFICINAS/MINICURSOS

 

A inscrição nas oficinas/minicursos será realizada APENAS no dia do evento, no momento do credenciamento.

 

data : 25/06/2024    -     horário: das 21h00 às 22h30

1 -minicurso/oficina: Pensando a linguagem inclusiva

resumo: Com o objetivo de discutir a importância de práticas linguísticas para uma linguagem mais inclusiva, essa oficina procura expandir o debate sobre a representação de grupos sociais minorizados na língua falada repensando, por exemplo, o referencial genérico que é sentido socialmente como masculino. A oficina ilustra a importância e a função da linguagem inclusiva e as formas como pode ser articulada na oralidade, além de explorar a viabilidade (ou não) do tão comentado "gênero neutro", motivo por  muitas controvérsias no ambiente acadêmico. Propõe-se, desse modo, a criação de um espaço onde seja possível levantar questões como as seguintes: a linguagem pode realmente ser neutra?; o que dizem os gramáticos mais tradicionais sobre o gênero na língua e por que é importante que reconsideremos a ideia do masculino na língua como neutro e universal?; em que medida a língua pode (ou não) engendrar opressões estruturais?; qual o papel da língua no asseguramento dos direitos das mulheres e das pessoas não binárias?

ministrantes : Profa. Eliane Mourão (DELET/ICHS) e Dora Martins Barros (Graduação- DELET)

número de vagas: mínimo 20; máximo: 30

 

2 - minicurso/oficina:  Oficina de Formatação de Textos segundo as Normas da ABNT

resumo: A formatação adequada de trabalhos acadêmicos é essencial para garantir a clareza, organização e padronização das informações em trabalhos técnico-científicos. Nesse sentido, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estabelece diretrizes específicas para a formatação de textos acadêmicos, como teses, dissertações, trabalhos de conclusão de curso e artigos científicos. Nesta oficina, que se destina tanto a alunos(as) de pós-graduação quanto de graduação, o objetivo geral será apresentar as principais normas da ABNT, a fim de ajudá-los(as) a formatar seus textos de acordo com os padrões exigidos. Para tal, com base no Manual para normalização de publicações técnico-científicas (FRANÇA, 2014), a oficina será divida nos seguintes momentos: introdução à ABNT e suas normas; estruturação do trabalho acadêmico (elementos pré-textuais, elementos textuais e elementos pós-textuais); apresentação gráfica (margens, espaçamento, divisões e subdivisões de capítulos, sumário, paginação, ilustrações, quadros e tabelas); citações diretas (curtas e longas), indiretas e plágio; referências bibliográficas; ferramentas computacionais e seu uso na formatação de textos; exercícios práticos de formatação de texto e discussão de dúvidas. Quanto à parte prática, serão propostos exercícios para que os participantes possam aplicar os conhecimentos adquiridos. Dessa forma, serão fornecidos textos de exemplo para aplicação da formatação correta. Ao final desta oficina, os participantes terão adquirido conhecimentos essenciais sobre as normas da ABNT e conhecerão recursos online úteis para a formatação de textos acadêmicos.

ministrante : Prof. Diogo Souto Simões (Doutorando-Poslin/UFMG)

número de vagas: mínimo 20; máximo: 25

 

3 - Minicurso/Oficina : Módulo básico de paleografia - Como ler manuscritos antigos?

Resumo: A leitura e a transcrição de manuscritos exige do leitor/pesquisador um exercício de decifração, quase um jogo de adivinhações, mas há técnicas para isso. Aquele que pretende fazer parte desse jogo precisa desenvolver algumas habilidades: a prática de comparação de caracteres, a transposição de caracteres do manuscrito original para formas atualizadas de escrita, a identificação de abreviaturas, dentre outras. Com o intuito de despertar o interesse pela leitura e o estudo de manuscritos em português, esta Oficina está dividida em dois momentos: (i) vamos discutir as noções básicas da Paleografia-  “estudo das antigas escritas e evolução dos tipos caligráficos em documentos” (SPINA, 1977, p. 18) - , porque ela é capaz de fornecer as ferramentas teóricas e práticas necessárias ao pesquisador de diferentes áreas do conhecimento que esteja interessado ou precisa dedicar-se à leitura de documentos antigos. (ii) num segundo momento, os participantes compreenderão o processo que envolve a localização, catalogação, preparação, digitalização, leitura e transcrição dos documentos manuscritos; (iii) vamos levar o aluno a praticar a decifração e a transcrição de textos manuscritos em português datados dos séculos XVIII e XIX. Durante essa prática, o aluno verificará que as dificuldades de decifração do manuscrito, que são reais, não impedem a sua leitura, pois existem técnicas que devem ser utilizadas para que o jogo de adivinhações possa ser  jogado, tais como: o estabelecimento de normas de transcrição e a proposição do alfabeto do punho de quem escreveu o documento (há outras, mas, para esta Oficina, nos limitaremos a essas duas). O participante também constatará que os escreventes praticavam essa arte da escrita  da maneira que imaginavam correta, sem o suporte de uma gramática e ortografia estabelecidas, dando margens a uma infinidade de variações na escrita e no uso da língua portuguesa.

ministrantes: Profa. Soélis  Mendes (DELET/ICHS) - Profa. Izadora Lopes (Mestranda –Posletras) - Sérgio Luiz dos Santos Nascimento

número de vagas : mínimo: 20 ; máximo: 35

 

4 - minicurso/oficina: Critérios de Correção da Redação do ENEM

resumo: Este minicurso tem como objetivo apresentar de forma clara e simplificada os critérios de correção da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Com duração de 1 hora e 30 minutos, o curso apresentará práticas e estratégias de como fazer essa correção. Além disso, esse aprendizado  poderá representar uma nova fonte complementar de renda para os graduandos em Letras. Para tanto, pretende-se:  fazer uma  introdução aos critérios de correção da redação do ENEM; fazer uma apresentação do processo de correção e importância da redação no exame; apresentar as  cinco competências avaliadas; analisar, de forma detalhada,  cada uma das competências avaliadas na correção da redação, incluindo: domínio da norma padrão da língua portuguesa, compreensão e desenvolvimento do tema proposto, construção de argumentação, elaboração de proposta de intervenção e respeito aos direitos humanos; apresentar exemplos práticos e análise de redações; propor uma discussão de exemplos reais de redações do ENEM, destacando os pontos fortes e fracos de cada texto em relação aos critérios de correção; realizar exercícios para que os participantes possam aplicar os conhecimentos adquiridos durante o minicurso.  Ao final do minicurso, os participantes estarão mais familiarizados com os critérios de correção, terão maior clareza sobre o que é esperado na elaboração de uma redação de qualidade e terão adquirido ferramentas práticas para aprimorar sua escrita. [

ministrante: Profa. Leidiane  Neiva (Mestranda Posletras)

número de vagas: mínimo 20; máximo: 25

 

5 - minicurso/oficina: A Nomenclatura Gramatical Brasileira: universalização dos instrumentos linguísticos – gramáticas – perspectivas da (sobre) predicação da tríade “chegar, ir, vir”

resumo: A NGB é um marco para a o estudo da língua no território nacional. Há quem criticou positiva e negativamente o documento estandardizador de publicações de obras, como gramáticas e dicionários. Logo, considerando-se que, antes da NGB, todas as gramáticas e dicionários publicados encontravam sua credibilidade no nome do seu autor percebe-se um uso profuso de terminologias, sobretudo em se tratando de predicação verbal. Com a NGB (11/05/1959) há certo apagamento da autoria e a produção de universalidade das regras gramaticais é posto em cena. O minicurso tem por objetivo estabelecer uma comparação entre diferentes corpora, compostos por gramáticas pré-selecionadas e de publicação nacional pré e pós-NGB – séculos XIX e XX –, investigando a tratativa terminológica dada à tríade verbal “chegar, ir e vir” com ideia de movimento/ deslocamento físico. Além disso, três temas centrais serão abordados, são eles: (i) relatar sobre a NGB – medida que visou à padronização da terminologia utilizada pelas gramáticas brasileiras; (ii) discutir os comentários adicionais que fazem parte do corpo do texto gramatical, como observações, notas de rodapé e recomendações acerca da predicação verbal, que fora “engessada” pela NGB em apenas quatro terminologias, a saber: verbo intransitivo, verbo transitivo direto, verbo transitivo indireto e verbo de ligação; (iii) apresentar as terminologias que os instrumentos linguísticos conferem à tríade verbal “chegar, ir e vir”.

ministrante : Profa. Maria de Fátima Barreto  Lisboa (Professora da EB – Itabirito e Ouro Preto - egressa do Posletras/UFOP )

número de vagas: mínimo 20; máximo: 30

 

6 –Minicurso/oficina: Oficina de tradução: O Menino do Gouveia: entre ineditismo e homoerotismo no Brasil República.

Resumo: Baseada na prática da tradução literária, a presente oficina propõe a a tradução inédita e discussão de trecho do conto O Menino do Gouveia, escrito em 1914 sob pseudônimo de Capadócio Maluco na revista transgressora Rio Nu. O texto, publicado originalmente em uma revista heterossexual de cunho pornográfico, erótico e propagandístico, narra a história de um jovem personagem do sexo masculino que manifesta uma vontade insaciável de ter relações sexuais com outro homem; tal ânsia causa sua expulsão de casa, bem como leva-o a vagar pelas cercanias da Praça do Rocio, lugar de concentração e sociabilidade de todos os tipos de dissidências no antigo Rio de Janeiro. Vale ressaltar a existência de aparatos legais e médicos, no início do século XX, que compulsoriamente criminalizavam a homossociabilidade em espaços públicos, e que refletia também no tipo de literatura que era disseminada na imprensa carioca. Longe de ser uma literatura de salão como de costume, o vocabulário sexual presente em O Menino do Gouveia desafiou as normas linguísticas e culturais da Belle Époque com vias de garantir a sua circulação em um meio extremamente conservador. Trabalhando individualmente ou em pequenos grupos, participantes deverão propor soluções de tradução do português brasileiro para o inglês, explicitando aspectos específicos de seus projetos de tradução.

Ministrante: Prof. Túlio Pereira Bastos (egresso do Posletras)

Número de vagas: mínimo 20; máximo: 25

 

 

data : 26/06/2024    -     horário: das 08h00 às 09h30

1 - minicurso/oficina: Devagar com o andor que o santo é de barro: as ciências do léxico e o campo da fraseologia

resumo: Os estudos fraseológicos ganharam maior atenção científica, especialmente nos últimos anos, uma vez que essa área não estava consolidada cientificamente. Portanto, considerando o crescente interesse pela fraseologia, este minicurso tem como objetivo apresentar unidades frasais frequentemente utilizadas em diversos contextos linguísticos. Especificamente, abordaremos algumas expressões amplamente empregadas por guias de turismo da cidade de Ouro Preto/MG, que ao apresentarem as atrações turísticas da cidade, delas fazem uso, tais como "sem eira nem beira", "o quinto dos infernos", "feito nas coxas" e "devagar com o andor que o santo é de barro".  Compreende-se que o estudo desse acervo lexical é lugar apropriado para entender a cultura e a história de uma comunidade, uma vez que o sentido de identidade e de pertencimento de um povo também é evidenciado por meio de registros linguísticos. Além disso, ao longo do minicurso, forneceremos um panorama geral da área dos estudos fraseológicos, abordando os conceitos, as diferentes definições de Unidades Fraseológicas, os paradigmas teóricos da área e os critérios para identificação. Por fim, realizaremos análises de alguns textos e dicionários a fim de reconhecer as unidades fraseológicas apresentadas.

ministrante : Profa. Ana Luiza Barreto Lisboa (Professora da EB – Ouro Preto – egressa do Posletras/UFOP)

número de vagas: mínimo 20; máximo: 30

 

2 - minicurso/oficina:  A presença do regionalismo fantástico na literatura Brasileira contemporânea

resumo: O presente minicurso tem como objetivo compreender a construção do regionalismo fantástico na literatura brasileira contemporânea, verificando a interação entre o regionalismo, que inicialmente se confundia com um trabalho sociológico, psicológico e antropológico, seguindo um viés mais histórico e geográfico do que literário, e o fantástico, que se vincula mais à literatura estrangeira (por tradição). O minicurso se dará através da identificação das características que compõem o regionalismo fantástico, no caso as marcas regionais e os elementos fantásticos que se materializam em algumas obras contemporâneas, produzindo um estudo sobre a literatura atual executada no cenário brasileiro na intenção de contribuir para o desenvolvimento da identidade da literatura contemporânea brasileira. Concluindo, portanto, que o regional revestido de fantástico coloca o homem do campo em lugares que nunca esteve antes, atingindo uma construção que vai além do relato de uma vivência marcada por aspectos sociais e geográficos, mas primordialmente literário.

ministrante : Jadna Alana de Oliveira Lima (Mestranda Posletras – Escritora)

número de vagas: mínimo 20; máximo: 30

 

3 - minicurso/oficina: Multiletramentos e  multimodalidades na sala de aula de línguas estrangeiras:  estreitando laços e ressignificando práticas

resumo: Pensando na necessidade de olhar criticamente para as novas configurações da universidade e da escola e na concepção de língua/linguagem como prática social, este minicurso tem como objetivo compartilhar com professores/as em formação inicial e continuada propostas de multiletramentos, multimodalidades, letramento digital e letramento crítico diversas experiências de ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras da Educação Básica e da Universidade. Utilizaremos como possibilidades de uso de podcasts, videoblogs, e-books, plataformas e dispositivos, tais como genially, padlet, google classroom, filmes, séries e documentários e artes visuais como recursos didático-pedagógicos. Por meio desses suportes elencados pretendemos propor atividades diversas voltadas para o ensino-aprendizado de línguas estrangeiras em consonância com os novos tempos e novos letramentos. O minicurso convida, também, à reflexão sobre o papel da linguagem no contexto educacional pós pandêmico e sobre o nosso compromisso para a ressignificação das práticas de ensino e do aprendizado de Línguas Estrangeiras e da formação inicial e continuada de docentes. As trajetórias teórico-metodológicas dessas experiências estão ancoradas no diálogo entre diversas perspectivas de investigação no âmbito das pesquisas em Linguística Aplicada. As experiências docentes a serem compartilhadas são frutos de parcerias escola-universidade, que investem em uma relação dialógica de formação professores/as. Acreditamos que jogar luz sobre a formação docente aliada à interação ensino-pesquisa-extensão significa fortalecer o pilar que alicerça a formação profissional e o vínculo universidade-escola.

ministrantes : Profa. Vanderlice Sól (DELET/UFOP); Profa.Fernanda Peçanha Carvalho (COLTEC/UFMG/ POSLETRAS/UFOP); Profa. Ana Laura Braga Neiva (IFMG – Campus Ouro Preto/ POSLETRAS/UFOP); Profa. Michelle Martins de Freitas (COLTEC/UFMG)

número de vagas: mínimo 20; máximo: 45

4 - minicurso/oficina: Afinal, o que é e como fazer pesquisa em Linguística Aplicada? Vamos falar sobre isso?

resumo: Nesta oficina, propomos a discussão produtiva sobre o fazer pesquisa em Linguística Aplicada, entendendo esse campo de produção de conhecimento como uma assemblage epistêmica, que dialoga com diversos saberes, corpos e seres na busca da construção de entendimentos sobre problemas relacionados à linguagem. É nosso objetivo ofertar um espaço de discussão sobre as distintas compreensões sobre o campo, lidando com questões como: Linguística Aplicada é a aplicação das teorias linguísticas a uma área da vida social? Ela só trata de ensino e aprendizagem de línguas? Produz-se teorias neste campo? O que significa ser um campo indisciplinar? O que seria uma assemblage epistêmica? Que possibilidades de pesquisa existem dentro desse campo? Ademais, como oficina, pretendemos introduzir os participantes aos temas, problemas, metodologias e teorias que geralmente circundam o fazer em Linguística Aplicada. Almejamos, sobretudo, criar possibilidades de pesquisa na área que considerem os interesses, identidades e conhecimentos trazidos pelos participantes. Assim sendo, esta proposta de oficina tem caráter essencialmente prático, partindo das inquietações teórico-práticas e metodológicas dos participantes. A par disso, trataremos de questões de políticas linguísticas e em pesquisa, ética, cultura e identidade. Para tanto, a oficina trará à luz diferentes concepções de língua, de conhecimento, de fazer ciência e mesmo de Linguística Aplicada.

ministrantes : Profa. Viviane Raposo Pimenta (DELET/ICHS)  e Profa. Jhuliane Evelyn da Silva (DELET/ICHS)

número de vagas: mínimo 20; máximo: 40

5 - minicurso/oficina: Trabalhar a leitura crítica na educação básica

resumo: Formas diferentes de trabalhar a leitura. Conhecimentos prévios, conhecimentos textuais na leitura. Leitura crítica. Letramento crítico. Ao final do minicurso espera-se que cada inscrito reflita mais sobre o processo de ler, propondo mais atividades que incentivem a leitura crítica e a construção do letramento crítico na educação básica.

ministrante: Profa. Leandra Antunes (DELET/ICHS)

número de vagas: mínimo: 20; máximo: 30

 

 

 

data : 27/06/2024    -     horário: das 17h00 às 18h30

1 - minicurso/oficina: Letramentos Sociais e Base Nacional Comum Curricular no Ensino Médio

resumo: Considerando as disputas que giram em torno da criação da BNCC e do baixo número de pesquisas sobre a área de Língua Portuguesa do ensino médio no documento norteador, pretendemos apresentar neste minicurso os conceitos centrais do campo da teoria sociocultural dos estudos de letramentos. Os conceitos servirão como base para se discutir algumas abordagens para o ensino de Língua Portuguesa em sala de aula. Em seguida, faremos um exercício prático de análise, que consiste na leitura de algumas habilidades do documento norteador para investigar como articular os conceitos estudados com o que o documento preconiza.  Objetivo: conhecer e analisar o discurso pedagógico oficial, na área de Língua Portuguesa, no ensino médio, com base nos Novos Estudos de Letramento através da exposição de conceitos e leitura crítica de excertos do documento, debate e exercício prático de análise.  Ementa: Introdução aos Novos Estudos de Letramento; Modelo autônomo de letramento; Modelo ideológico de Letramento; Letramentos dominantes e letramentos vernaculares; Eventos de letramento e práticas de letramento; Contexto histórico-político da Base Nacional Comum Curricular; Competências e habilidades de Língua Portuguesa no Ensino Médio; Debate e exercício prático de análise.

ministrantes : Profa. Rómina de Mello Laranjeira (DELET/ICHS);  Icaro Guilherme Guerra (Mestrando – Posletras)

número de vagas: mínimo 20; máximo: 25

2 - minicurso/oficina: Português Língua Estrangeira e o exame Celpe-Bras: avaliação de habilidades integradas

resumo: Neste minicurso vamos falar primeiramente sobre o conceito de proficiência no exame Celpe-Bras (Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa do Brasil). Este é o único exame oficial aceito pelo governo brasileiro para certificar proficiência em português como língua estrangeira. O exame é aplicado semestralmente no Brasil e no exterior pelo Inep, com apoio do Ministério da Educação (MEC) e em parceria com o Ministério das Relações Exteriores. As provas são realizadas em postos aplicadores: instituições de educação superior, representações diplomáticas, missões consulares, centros e institutos culturais, e outras instituições interessadas na promoção e na difusão da língua portuguesa. A UFOP acaba de se credenciar como um destes postos aplicadores. O Celpe-Bras fundamenta-se na ideia de proficiência como uso adequado da língua para desempenhar ações no mundo. O exame considera aspectos textuais e, principalmente, aspectos discursivos: contexto, propósito e interlocutores envolvidos na interação. Para certificar diferentes níveis de proficiência, o Celpe-Bras baseia-se na premissa de que participantes de todos os níveis certificados são capazes de desempenhar ações em língua portuguesa. O que pode variar é a qualidade do desempenho, dependendo do nível de proficiência. Serão discutidos também conceitos importantes para a avaliação em larga escala como a validade, a confiabilidade e a praticidade. Outros pontos a serem discutidos são os efeitos retroativos do Celpe-Bras no Ensino de Português Língua Estrangeira/Adicional e na formação de professores, assim como nas consequências sociais do uso do Celpe-Bras. É nosso objetivo mostrar o Celpe-Bras como gesto de autoria brasileira na promoção da língua portuguesa.

ministrante: Profa. Anelise Fonseca Dutra (DELET/ICHS)

número de vagas: mínimo 20; máximo: 25

3 – minicurso/oficina: Autoria, direitos autorais e licenciamento de produções científicas: reflexões sobre o impacto na carreira e seus reusos.

resumo: O presente minicurso se insere nas discussões sobre edição de produções científicas, sejam periódicos, livros ou outras formas de comunicação e divulgação científica, assim como no âmbito das ações do projeto "Literatura e História em Rede: divulgação científica na Região dos Inconfidentes", buscando esclarecer produtores e editores de publicações científicas quanto às implicações das declarações de autoria/coautoria, direitos autorais e licenciamento. Neste contexto, o objetivo principal será discutir os tópicos: a autoria, o que significa ser autor (ou coautor) de um artigo, um livro ou outro objeto de comunicação de pesquisa (assim como sugestões de como e quando um colaborador deverá ser considerado um coautor – a partir de recomendações nacionais e internacionais); os direitos autorais, o que impacta na vida de autores ao reter ou ceder os direitos sobre uma publicação a uma revista ou uma editora (exigência do Plano S e limitações no gerenciam de direitos autorais no âmbito das instituições); e, o licenciamento, qual o impacto, seja positivo ou negativo, de um licenciamento, normalmente via Creative Commons, autorizando modalidades pré-estabelecidas de reuso da publicação pela comunidade. A abordagem sobre estes três tópicos será feita mobilizando as discussões sobre edição científica, a partir de recomendações nacionais e internacionais, – com enfoque majoritário nas práticas recomendadas aos periódicos científicos. Além da explicação da dimensão conceitual, serão abordados casos concretos de problemas, especialmente sobre licenciamento e autoria, que podem afetar a vida de pesquisadores.

ministrante : Marcos Eduardo de Sousa (Doutorando – CEFET-MG)

número de vagas: mínimo 20; máximo: 25

 

4- minicurso/oficina: Poesia radical negra nos países africanos de Língua Portuguesa

resumo: A proposta deste minicurso consiste em ler a voz poética, o burilar estético e o compromisso ético de poetas africanos que produzem em língua portuguesa, destacando as obras de Agostinho Neto e Viriato da Cruz (Angola), José Craveirinha e Noémia de Sousa (Moçambique), Alda do Espírito Santo, Francisco José Tenreiro e Conceição Lima (São Tomé e Príncipe), partindo da premissa de uma elaboração artística ligada à Tradição Radical Negra. Aqui, dialogaremos, ainda timidamente, com as reflexões de diversos intelectuais negros ligados à produção e ao estudo dessa tradição crítica revolucionária. Dentre tantos nomes possíveis de serem citados – desde Frantz Fanon e sua leitura da poesia de Aimé Césaire, feita ao longo das páginas do antológico Pele negra, máscaras brancas (1952) –, destaco os estudos pioneiros de Cedric Robinson (EUA), que definem a Tradição Radical Negra não como um movimento cronológica e geograficamente delimitado, mas como uma experiência atemporal, cuja força motriz é “uma consciência revolucionária que procede de toda a experiência histórica do povo preto”, e Maria Elvira Díaz-Benítez (Colômbia/Brasil), que, no Prefácio da antologia Pensamento negro radical (2021), vê “toda essa radicalidade [negra] como perenes gestos de fuga, como recusas constantes à sujeição, como técnicas pretas nas quais se reproduzem os segredos para a sobrevivência”.

ministrante : Profa. Vanessa Ribeiro (UFRJ)

número de vagas: mínimo 20; máximo: 25

 

5 - minicurso/oficina: Literaturas LGBTQIAPN+ no contexto brasileiro: séculos XX e XXI

resumo: Este minicurso tem como objetivo apresentar autores LGBTQIAPN+ e respectivas obras a fim de familiarizar os ouvintes com uma produção literária, muitas vezes, silenciada no campo editorial, educacional e até mesmo universitário. Figurarão entre os autores, Herbert Daniel, Cassandra Rios, Auritha Tabajara, Natália Borges Polesso, entre outros que julgarmos procedentes. É uma iniciativa importante no contexto político e social brasileiro, assim como no campo dos Estudos Literários por se tratar de obras e temáticas pouco eleitas.

ministrantes : Prof. Rodrigo Machado (DELET/ICHS); Tulio Pereira Bastos (Mestrando Posletras); Renan Menicucci Ferreira Souza (Mestrando Posletras)

número de vagas: mínimo 20; máximo: 30